Quando a crítica melhora o atendimento, mas incomoda quem prefere bajular
Itaperuna 26 de agosto de 2026
Proprietária recebeu o relato com maturidade, telefonou para agradecer e promoveu mudanças na equipe; ainda assim, houve quem classificasse a publicação como “maldade”.
Uma crítica construtiva pode incomodar, mas também pode produzir mudanças — e foi exatamente isso que aconteceu após a publicação feita pelo Blog Flávia Pires sobre o atendimento em uma cafeteria de Itaperuna.
O vídeo apresentou uma experiência real, vivida por esta jornalista, sem ofensas e sem qualquer intenção de prejudicar o estabelecimento. O objetivo foi dar voz ao consumidor e chamar a atenção para falhas que poderiam ser corrigidas.
A resposta da proprietária demonstrou maturidade e profissionalismo. Em uma ligação telefônica, ela agradeceu pela crítica e explicou que já havia realizado uma reunião com a equipe para promover uma readaptação no atendimento. Também reconheceu a importância desse tipo de retorno para que o estabelecimento possa melhorar.
Curiosamente, enquanto a própria empresária compreendeu a publicação como uma oportunidade de crescimento, um a “influenciadora” local resolveu entrar na página do blog para classificar o relato como uma “maldade enorme” e dizer que a atitude “poderia ter sido outra”.
Poderia, sim — caso fosse publicada no perfil dela. Cada profissional conduz seu espaço e seu trabalho conforme seus próprios princípios. No Blog Flávia Pires, a escolha sempre será informar, fiscalizar, ouvir a população e relatar os fatos com responsabilidade.
O contraste ficou ainda mais evidente quando um jornalista veterano da cidade, com experiência no rádio e várias passagens por sites como Folha da Manhã, O Dia , Manchete, dentre outros classificou a publicação como uma crítica “elegante e respeitosa”.
De um lado, uma empresária madura, que ouviu, agradeceu e corrigiu. Do outro, pessoas que ainda confundem crítica construtiva com ataque pessoal.
Talvez essa seja uma mentalidade que precise mudar. Defender um estabelecimento não significa fingir que tudo está perfeito. E elogiar somente para agradar, conquistar aproximação ou chamar atenção não contribui para o crescimento de nenhuma empresa.
Influência de verdade não é bajulação. É ter responsabilidade com quem acompanha o seu trabalho, coragem para mostrar o que precisa melhorar e honestidade para reconhecer quando as providências são tomadas.
O resultado fala por si: depois da crítica, houve reunião, readaptação e relatos de melhora no atendimento. Portanto, a publicação cumpriu sua finalidade.
A proprietária compreendeu. O jornalista experiente também. Quem preferiu enxergar “maldade” talvez ainda precise compreender o verdadeiro papel da imprensa e da crítica construtiva.
A crítica responsável não destrói uma empresa. Ela oferece a oportunidade de melhorar.
