Críticas em série expõem desgaste na Secretaria de Agricultura e aumentam pressão interna no governo em Itaperuna
Itaperuna 10 de abril de 2026
A sequência de falas na tribuna da Câmara Municipal de Itaperuna acendeu um alerta dentro do próprio governo: a Secretaria de Agricultura passou a ser alvo recorrente de críticas públicas de vereadores — e o tom, a cada sessão, tem ficado mais duro.
O que antes eram cobranças pontuais agora se transformou em um movimento contínuo de insatisfação, com diferentes parlamentares relatando problemas semelhantes, especialmente nas estradas rurais e na falta de resposta às solicitações.
Estradas destruídas e sensação de abandono
A vereadora Elia Cruz voltou à tribuna cobrando providências urgentes para estradas rurais consideradas intransitáveis, como as regiões do Valão, Colibri e Morro Azul.
Segundo a parlamentar, os pedidos vêm sendo feitos repetidamente, sem solução efetiva.
De acordo com a cobrança, a situação já ultrapassa o limite do aceitável, afetando diretamente trabalhadores e estudantes que dependem das vias para se deslocar diariamente.
“Pedidos interpretados de outra forma”
O vereador Tatu também reforçou o coro de críticas ao relatar que solicitações feitas à secretaria não estariam sendo atendidas — e, pior, estariam sendo “interpretadas de outra forma”.
Na prática, a fala escancara um problema mais profundo: não é apenas a execução que está sendo questionada, mas também a comunicação entre o Legislativo e a pasta.
Subiu o tom: cobrança direta ao prefeito
O ponto mais crítico veio com o vereador Carlinho Peixeiro, que elevou o tom ao cobrar uma postura mais firme do Executivo.
Durante a sessão, o parlamentar foi direto ao sugerir que o prefeito tome uma decisão: ou resolve os problemas apontados ou substitui o secretário .
A crítica incluiu menção direta ao secretário de Agricultura, apontando insatisfação com a condução da pasta e a falta de resposta às demandas.
O que chama atenção não é apenas o teor das críticas, mas a repetição dos problemas:
- Estradas rurais em condições precárias
- Falta de resposta a vereadores
- Promessas não cumpridas
- Dificuldade de diálogo com a secretaria
Esse conjunto de fatores começa a desenhar um cenário de desgaste político interno — algo que, historicamente, costuma anteceder mudanças dentro da administração.
Até o momento, não há uma resposta pública contundente que rebata diretamente as críticas feitas na tribuna.
E, na política, o silêncio diante de cobranças sucessivas pode pesar tanto quanto as próprias denúncias.
Nos bastidores, a leitura já começa a circular: quando diferentes vereadores, em momentos distintos, apontam o mesmo problema, o recado deixa de ser individual e passa a ser institucional.
Agora, a expectativa gira em torno do posicionamento do Executivo — e se haverá, ou não, uma resposta à altura da pressão que vem sendo construída dentro da Câmara.
