Jair Bittencourt pede exoneração e não assume Secretaria de Governo; deputado retorna à ALERJ
Itaperuna 31 de abril de 2026
Por Flávia Pires
Após uma semana de intensas movimentações políticas no estado do Rio de Janeiro, o deputado estadual Jair Bittencourt anunciou que não assumirá mais a Secretaria de Governo.
A declaração foi feita por meio de vídeo divulgado no fim da noite, onde o parlamentar esclareceu que a decisão está diretamente ligada à indefinição sobre o processo eleitoral para o governo do estado.
Segundo Jair, a expectativa inicial era de que o processo para definição do novo governador ocorresse de forma rápida. No entanto, o cenário mudou.
Sem uma data definida para a eleição — que pode ocorrer de forma indireta — o deputado optou por permanecer em seu mandato na Assembleia Legislativa.
A decisão também vem acompanhada de um posicionamento político: Jair defendeu a realização de eleições diretas, ampliando o debate sobre a legitimidade do próximo comando do estado.
Com isso, Jair Bittencourt retorna oficialmente à sua cadeira na ALERJ, interrompendo, ao menos neste momento, a possibilidade de assumir um dos cargos mais estratégicos do governo estadual.
A Secretaria de Governo é responsável pela articulação política e construção de pontes entre o Executivo, parlamentares e lideranças regionais — função que vinha sendo apontada como central no atual cenário de instabilidade.
A decisão muda novamente o tabuleiro político.
Nos bastidores, a leitura é de que:
- O governo perde, por ora, um nome forte na articulação
- O cenário para eleição estadual segue indefinido
- As projeções políticas feitas nos últimos dias precisam ser revistas
A mudança também impacta diretamente as análises que vinham sendo feitas no interior, especialmente em relação à possível reorganização de lideranças e sucessões políticas.
Com Jair permanecendo como deputado, o cenário volta a ficar em aberto, interrompendo especulações que já ganhavam força nos bastidores.
O que parecia definido há poucos dias, agora volta à estaca zero.
A indefinição sobre a eleição para governador não apenas travou uma nomeação estratégica, como também reacendeu o debate sobre o modelo eleitoral a ser adotado.
E, mais uma vez, a política fluminense mostra que o jogo pode virar — e rápido.
