Maricá: compra de terrenos por R$ 29 milhões reacende debate sobre decisões judiciais envolvendo Quaquá do PT
Itaperuna 15 de junho de 2026
A aquisição de terrenos pela Prefeitura de Maricá, avaliados em cerca de R$ 29 milhões e pertencentes a familiares de um magistrado que atuou em processos eleitorais do município, passou a gerar questionamentos e repercussão nos meios políticos do estado do Rio de Janeiro.
O caso ganhou destaque porque o juiz eleitoral esteve à frente de decisões importantes durante o processo eleitoral de 2024, incluindo o deferimento da candidatura do prefeito de Maricá, Washington Quaquá, que enfrentava questionamentos sobre sua elegibilidade.
Segundo informações divulgadas pela imprensa, os terrenos adquiridos pela Prefeitura pertenciam a empresas ligadas aos pais do magistrado. O valor da negociação, estimado em aproximadamente R$ 29 milhões, chamou a atenção de adversários políticos e de setores da sociedade que passaram a cobrar esclarecimentos sobre a operação.
Além da decisão que permitiu a participação de Quaquá na disputa eleitoral, o mesmo magistrado também assinou decisões em processos envolvendo figuras da oposição local, incluindo a cassação do mandato do vereador Ricardinho Netuno.
Até o momento, não há decisão judicial apontando irregularidades na compra dos terrenos ou nas decisões proferidas pelo magistrado. A negociação imobiliária e os atos judiciais seguem sendo tratados oficialmente como procedimentos legais e independentes.
O episódio, no entanto, aumentou a pressão por transparência e levou parte da população e agentes políticos a defenderem uma análise mais aprofundada dos fatos pelos órgãos de controle competentes.
Especialistas lembram que, em situações que envolvem agentes públicos, magistrados e contratos de grande valor, cabe aos órgãos de fiscalização verificar se todos os princípios da administração pública, como moralidade, impessoalidade e transparência, foram integralmente observados.
Enquanto isso, o assunto segue repercutindo nas redes sociais e nos bastidores da política fluminense, alimentando debates sobre ética, fiscalização e confiança nas instituições.
