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Rodrigo Bacellar é indiciado pela Polícia Federal por suspeita de vazamento de informações ao Comando Vermelho

Itaperuna 27 de fevereiro de 2026

A Polícia Federal indiciou o deputado estadual Rodrigo Bacellar (União Brasil), presidente licenciado da Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj), por suspeita de envolvimento em um esquema que teria beneficiado o Comando Vermelho (CV).

Também foram indiciados o ex-deputado Thiago Raimundo dos Santos Silva, conhecido como TH Joias, além de Flávia Júdice Neto, Jéssica Oliveira Santos e Tharcio Nascimento Salgado.

O que a PF investiga

Segundo a investigação, Bacellar teria vazado informações sigilosas da Operação Zargun — deflagrada em setembro — para alertar TH Joias sobre mandados de prisão. A apuração indica que, na véspera da operação, o parlamentar teria feito contato telefônico avisando sobre a ação policial e orientando a destruição de provas. No dia seguinte, quando os agentes cumpriram os mandados, TH não estaria em sua residência, sendo localizado horas depois na casa de um amigo.

A investigação aponta que o grupo teria atuado para:

  • Importar armas do Paraguai
  • Adquirir equipamentos antidrones da China
  • Infiltrar aliados na administração pública
  • Garantir acesso a informações sigilosas

A Operação Zargun cumpriu 18 mandados de prisão e 22 de busca e apreensão, além de bloquear aproximadamente R$ 40 milhões em bens.

Prisões e medidas cautelares

Bacellar foi preso em 3 de dezembro durante a Operação Unha e Carne, mas deixou a prisão dias depois por decisão do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, que substituiu a detenção por medidas cautelares.

TH Joias foi preso por tráfico de drogas, corrupção e lavagem de dinheiro. Segundo a PF, ele negociava armas e acessórios para o CV e utilizava o mandato para favorecer a facção, inclusive com indicações e nomeações na Alerj.

Os indiciados podem responder por organização criminosa, tráfico internacional de armas e drogas, corrupção e lavagem de dinheiro.

O desembargador Macário Júdice Neto, que chegou a ser preso no curso das investigações, não foi indiciado por regras específicas da magistratura.

Próximos passos

O indiciamento é uma etapa do inquérito policial e não representa condenação. O relatório será encaminhado ao Ministério Público, que decidirá se oferece denúncia à Justiça ou se solicita novas diligências.

O espaço segue aberto para manifestação da defesa dos citados.

O Blog Flávia Pires acompanha o caso e trará atualizações assim que houver novos desdobramentos.

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