Castro sai para o Senado e Douglas Ruas é o nome do grupo ao Governo do Rio: o que muda para o interior?
Itaperuna 24 de fevereiro de 2026
O governador do Rio, Cláudio Castro, anunciou que vai deixar o cargo em abril para disputar uma vaga ao Senado Federal. Com isso, o grupo do PL já apresentou o nome que vai tentar assumir o Palácio Guanabara: o deputado estadual Douglas Ruas.
A articulação foi feita junto com o senador Flávio Bolsonaro, que também é uma das principais lideranças nacionais do partido. Para vice na chapa ao governo, foi escolhido o ex-prefeito de Nova Iguaçu, Rogério Lisboa.
Mas afinal… o que isso muda para quem mora no interior do estado?
Para quem vive no Noroeste, Norte Fluminense, Região Serrana ou Baixada, a pergunta é simples:
vai melhorar a segurança? Vai ter investimento nas estradas? Vai chegar recurso para a saúde?
O discurso do grupo é de continuidade. Ou seja, manter o que já vem sendo feito no governo Castro, principalmente na área da segurança pública e na relação com os municípios do interior.
Douglas Ruas é apresentado como um nome que tem trânsito fora da capital, com diálogo no interior e experiência administrativa. A escolha tenta mostrar que o governo não quer ficar restrito à Região Metropolitana.
E o Senado? Por que isso é importante?
Além da disputa ao governo, o grupo também definiu os nomes para o Senado: o próprio Cláudio Castro e o prefeito de Belford Roxo, Márcio Canella.
Na prática, o que eles defendem é que o Rio precisa de senadores alinhados ao governo estadual para garantir recursos em Brasília — principalmente para segurança pública, infraestrutura e saúde.
Para cidades do interior, isso significa buscar mais dinheiro para:
- Hospitais regionais
- UPAs e unidades de saúde
- Recuperação de rodovias estaduais
- Apoio ao produtor rural
- Obras de drenagem e infraestrutura
Quem assume o governo?
Com a saída de Castro, o comando do Palácio Guanabara passa para o vice-governador, que ficará no cargo até o fim do mandato.
O que está por trás da decisão?
Nos bastidores, a saída antecipada é vista como estratégia para organizar o grupo político com antecedência e evitar brigas internas. A ideia é chegar em 2026 com a chapa já consolidada e com discurso unificado da direita no estado.
E para Itaperuna e o Noroeste?
Aqui no interior, o eleitor costuma decidir muito mais pelo que sente na prática do que por discurso ideológico.
Se a estrada está boa, se o hospital funciona, se a polícia está presente — isso pesa mais do que qualquer palanque nacional.
Agora começa oficialmente o novo jogo político no Rio.
E o interior, como sempre, pode ser decisivo nessa eleição.
