UPA de Itaperuna precisa de reforma estruturante após tempestades; gestão vai a Brasília buscar recursos federais
Itaperuna 23 de fevereiro de 2026
Após quatro fortes tempestades que atingiram o município nas últimas semanas, a estrutura da Unidade de Pronto Atendimento (UPA) ficou ainda mais comprometida. Infiltrações, desgaste de madeira, danos internos e até pontos de alagamento agravaram um cenário que já indicava necessidade de intervenção mais profunda.
Diante disso, o prefeito Nel e o secretário municipal de Saúde Sávio Sabóia seguem amanhã para Brasília com a missão de buscar recursos para uma reforma estruturante na unidade.
Mas, antes de qualquer julgamento político, é preciso esclarecer um ponto fundamental:
📌 A UPA NÃO é municipalizada
A unidade funciona sob financiamento tripartite, modelo previsto no Sistema Único de Saúde (SUS).
Isso significa que o custeio é dividido entre:
- Município
- Estado
- União (Governo Federal)
Ou seja: a Prefeitura não é a única responsável financeira pela unidade.
💰 O que é financiamento tripartite na prática?
O SUS opera em regime de cooperação entre os três entes federativos. No caso da UPA:
- O Município participa do custeio e da gestão local.
- O Estado contribui com parte dos recursos.
- A União repassa verbas específicas para manutenção e funcionamento.
Quando se fala em reforma estruturante, especialmente após eventos climáticos extremos, o volume de investimento necessário geralmente ultrapassa a capacidade orçamentária exclusiva do município.
Por isso a articulação em Brasília se torna estratégica.
🏗️ Não é apenas pintura
Segundo informações levantadas, o problema não se resume a ações pontuais como pintura ou troca isolada de madeira.
A unidade já demandava, há algum tempo, uma reforma pesada, daquelas que deveriam ocorrer, em média, a cada quatro anos, para evitar deterioração estrutural.
Com as quatro tempestades recentes:
- A infiltração aumentou
- Estruturas internas foram afetadas
- Áreas ficaram comprometidas
- Uma das chuvas chegou a provocar inundação parcial
O que era desgaste acumulado evoluiu para situação mais sensível.
🌧️ Quando a manutenção pesada não acontece…
Equipamentos públicos de saúde exigem manutenção constante. Sem reformas estruturais periódicas, a deterioração acelera — principalmente diante de eventos climáticos intensos.
A tempestade não cria o problema do zero. Ela expõe e agrava o que já precisava ser enfrentado.
🎯 Por que ir a Brasília agora?
Para viabilizar uma obra de maior porte, é necessário:
- Aprovação técnica do projeto
- Adequação às normas do Ministério da Saúde
- Captação de recursos federais
- Possível articulação com emendas parlamentares
A viagem busca justamente ampliar a participação da União na recuperação da unidade.
É importante que a população compreenda:
A UPA não é exclusivamente da Prefeitura.
Ela é parte de um sistema cooperativo.
E, nesse modelo, a responsabilidade também é compartilhada.
Agora, o desafio é garantir que o recurso venha em tempo hábil para evitar agravamento da estrutura e prejuízo ao atendimento da população.
Saúde pública não pode esperar que o teto caia para agir.
A ida a Brasília é um movimento político e administrativo para tentar impedir que isso aconteça.
