Política

MDB fecha com Paes no Rio, promete Flávio no Planalto — mas o tabuleiro de 2026 já está sendo montado

Itaperuna 20 de fevereiro de 2026

A reportagem publicada pelo Metrópoles, assinada por Igor Gadelha, revelou que o MDB do Rio de Janeiro decidiu fechar com o prefeito Eduardo Paes no plano estadual, mas promete apoiar o senador Flávio Bolsonaro na eleição presidencial de 2026.

A engenharia política chama atenção porque envolve campos ideológicos distintos no mesmo arranjo.

Mas o cenário é ainda mais complexo.

Senado em disputa e definição para o Governo

Nos bastidores, a informação que circula é que o governador Cláudio Castro e o senador Carlos Portinho devem disputar vagas ao Senado em 2026.

Isso reorganiza completamente o tabuleiro.

Se os dois principais nomes do campo conservador migram para a disputa ao Senado, abre-se definitivamente o espaço para a candidatura ao Governo do Estado.

E, segundo aliados, o ex-presidente Jair Bolsonaro já teria sinalizado quem será seu candidato ao governo do Rio.

Ou seja: o palanque estadual bolsonarista já estaria em processo de definição.

Onde entra o MDB nesse jogo?

Se o MDB fecha com Eduardo Paes no estado — prefeito que mantém diálogo aberto com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva — e ao mesmo tempo promete apoio a Flávio Bolsonaro na presidencial, surge a pergunta política:

Como sustentar dois projetos que caminham em direções distintas no mesmo território eleitoral?

O eleitor conservador fluminense acompanha essas movimentações com atenção.

Washington Reis e a indefinição jurídica

O nome de Washington Reis sempre foi lembrado como possível candidato ao governo. Porém, sua situação no Supremo Tribunal Federal permanece indefinida após pedido de vistas do ministro Luiz Fux.

Sem resolução jurídica, a construção de um projeto estadual sólido se torna incerta.

E em política, incerteza costuma custar espaço.

No Rio, a militância bolsonarista é ativa e vigilante. A base digital e os grupos políticos não costumam ignorar movimentos considerados contraditórios.

A pergunta que já começa a circular nos bastidores é simples:

Se Bolsonaro já indicou seu nome ao governo, se Portinho e Castro caminham para o Senado, e se o palanque conservador tende a se consolidar em torno dessa estrutura, qual é o espaço real para uma engenharia paralela?

2026 não será uma eleição improvisada.

Será uma disputa de estruturas consolidadas.

E no Rio, quem tentar ocupar dois campos ao mesmo tempo pode descobrir que o eleitor exige definição — não ambiguidade.

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