Washington Reis é condenado a mais de três anos de prisão por fraude imobiliária em Duque de Caxias
Itaperuna 22 de dezembro de 2025
O juiz André Luiz Duarte Coelho, titular da 1ª Vara Criminal de Duque de Caxias, condenou o ex-secretário estadual de Transportes, ex-deputado federal e ex-prefeito de Duque de Caxias, Washington Reis (MDB), a três anos e sete meses de prisão, além do pagamento de multa, pelo crime de fraude imobiliária.
Além de Washington Reis, também foram condenados Elói de Oliveira Pinto e o ex-tabelião do Cartório do 5º Ofício de Notas de Nova Iguaçu, Josemar Francisco. A sentença foi proferida no dia 16 de dezembro, e, conforme decisão judicial, todos poderão recorrer em liberdade.
Outra condenação no STF
A decisão da Justiça Estadual se soma a outro problema judicial enfrentado por Washington Reis. O político ainda responde a uma condenação superior a sete anos de prisão por crime ambiental, aplicada pelo Supremo Tribunal Federal (STF), o que mantém seu nome no centro de processos judiciais de grande repercussão.
Esquema envolvia fraude em registros de imóveis
De acordo com a denúncia do Ministério Público, aceita pelo magistrado, os réus atuaram, em junho de 2014, de forma “livre e consciente”, ajustando valores financeiros para a prática de atos notariais fraudulentos, com o objetivo de viabilizar a transferência e o registro imobiliário irregular de diversos lotes rurais pertencentes a terceiros.
Segundo a sentença, as irregularidades envolviam propriedades que não pertenciam legalmente aos acusados, o que tornava impossível a lavratura de escrituras válidas de compra e venda.
Pagamentos e promessa de valores
Conforme consta no processo, Washington Reis e Elói de Oliveira, cientes da impossibilidade legal das escrituras, teriam prometido o pagamento de R$ 500 mil ao tabelião Josemar Francisco. O ex-tabelião, ainda segundo os autos, teria concordado com o esquema e recebido cerca de R$ 150 mil, no dia 30 de junho de 2014.
O Ministério Público destacou que os envolvidos não eram legítimos proprietários nem possuidores dos terrenos negociados.
Vítimas eram pessoas humildes
Na fundamentação da sentença, o juiz ressaltou que os imóveis pertenciam a pessoas humildes, que teriam sido enganadas pelos denunciados ou tiveram suas terras tomadas por meio de ações típicas de grilagem, com uso de intimidação e apoio político.
“Esses imóveis pertenciam a pessoas humildes que foram enganadas pelos denunciados, ou simplesmente tiveram suas terras tomadas pela ação de grileiros, contando com o suporte político e intimidatório do denunciado Washington Reis”, afirmou o magistrado.
Defesa e posicionamento
Washington Reis até o desfecho desta matéria ainda não comentou a decisão judicial. O espaço permanece aberto e a manifestação poderá ser publicada a qualquer momento.
