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Defesa afirma que deputado Rodrigo Bacellar usou desembargador como falso álibi para encobrir traição

Itaperuna 18 de dezembro de 2025

Uma nova e delicada acusação envolvendo o então presidente da Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj), deputado estadual Rodrigo Bacellar (União Brasil), veio à tona nesta semana e passou a integrar investigações que tramitam no Supremo Tribunal Federal (STF).

De acordo com informações reveladas pelo jornal O Globo e confirmadas pela coluna do jornalista Paulo Cappelli, a defesa do desembargador Marcário Judice Neto, do Tribunal Regional Federal da 2ª Região (TRF-2), sustenta que Bacellar teria utilizado o nome do magistrado como falso álibi para acobertar uma traição conjugal.

Segundo a alegação, Bacellar teria afirmado a terceiros que estava em reunião com o desembargador, quando, na verdade, estaria envolvido em um relacionamento extraconjugal. A versão foi apresentada ao ministro Alexandre de Moraes, relator do caso no STF, pelo advogado Fernando Fernandes, que atua na defesa de Marcário Judice Neto.

Contexto da investigação

Marcário Judice Neto foi preso na última terça-feira (16) sob suspeita de vazar informações sigilosas sobre operações policiais que tinham como alvo o deputado TH Joias. À época, o processo era relatado pelo próprio magistrado antes de ser redistribuído para o ministro Alexandre de Moraes.

As investigações também levantam suspeitas de que Rodrigo Bacellar teria alertado TH Joias sobre ações policiais, o que ampliou o alcance do caso. O parlamentar chegou a ser preso anteriormente e, atualmente, encontra-se afastado da presidência da Alerj.

Defesa contesta validade da prova

No memorial apresentado ao STF, a defesa de Marcário Judice Neto argumenta que a principal “prova” utilizada para sustentar o suposto encontro entre o deputado e o desembargador seria uma mensagem de WhatsApp enviada por Bacellar a terceiros, o que, segundo os advogados, não pode ser validado por se tratar de uma declaração unilateral e falsa.

Fernando Fernandes também destacou que não há registros em vídeo, fotos ou qualquer outro elemento material que comprove a existência da reunião, que, conforme a narrativa, teria ocorrido em uma churrascaria.

Repercussão política

A tese apresentada pela defesa do desembargador já havia sido relatada, na quarta-feira anterior, ao ex-governador do Rio de Janeiro, Anthony Garotinho, aumentando a repercussão política do caso nos bastidores do estado.

O episódio segue sob análise do Supremo Tribunal Federal e reforça o cenário de instabilidade política envolvendo a cúpula do Legislativo fluminense, com desdobramentos que podem impactar diretamente a condução da Alerj e a imagem de seus principais líderes.

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