POLÍTICA | OPERAÇÃO NOVA CAPISTRUM ABALA MACAÉ — E REPERCUTE EM ITAPERUNA
Itaperuna 04 de dezembro de 2025
A Operação Nova Capistrum, deflagrada nesta terça-feira (2) pela Polícia Federal em conjunto com o Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ), expôs um amplo esquema de interferência política e financeira na região Norte Fluminense.
A ofensiva cumpriu 21 mandados de busca e apreensão, sendo 16 em Macaé e 5 na Paraíba, e mira empresários, servidores e lideranças locais suspeitos de financiar campanhas com recursos ilícitos.
Entre os alvos estão o ex-presidente da Câmara de Macaé, conhecido como Cesinha, e Márcio Rezende, irmão do prefeito Welberth Rezende. Segundo as investigações, o grupo teria movimentado centenas de milhões de reais por meio de contratos públicos e empresas de fachada, com indícios de lavagem de dinheiro e coerção política.
Embora a operação se concentre em Macaé, os desdobramentos do caso reverberam politicamente em Itaperuna.
Segundo informações apuradas pelo Blog Flávia Pires, o irmão do prefeito de Macaé, um dos principais alvos da investigação, já vinha articulando bases eleitorais em Itaperuna, contando com cabos eleitorais locais, reuniões políticas e presença em encontros públicos com apoiadores.
Esses movimentos, observados por lideranças regionais, indicam que o grupo político de Macaé tentava expandir sua influência para o Noroeste Fluminense, buscando construir apoio para futuras disputas eleitorais, especialmente em torno do nome de Márcio Rezende.
Na prática, isso significa que a Operação Nova Capistrum não apenas abala a estrutura política de Macaé, mas também atinge, de forma indireta, articulações que já ecoavam em Itaperuna.
A conexão entre os dois municípios reflete um fenômeno recorrente na política fluminense: a tentativa de expansão de grupos regionais por meio de redes eleitorais e alianças locais.
Em Itaperuna, figuras políticas e comunitárias já vinham sendo procuradas para fortalecer a imagem do grupo de Macaé, em um movimento que agora ganha novo peso diante do escândalo.
O episódio lança luz sobre a necessidade de transparência nas alianças políticas e vigilância social sobre quem busca se inserir no cenário local, especialmente em anos que antecedem novas disputas eleitorais.
A Operação Nova Capistrum não é apenas uma ação policial — é também um divisor de águas para o Norte e Noroeste Fluminense.
Enquanto Macaé tenta explicar os vínculos que sustentaram o esquema investigado, Itaperuna precisa refletir sobre o tipo de liderança e influência política que deseja aceitar dentro de suas fronteiras.
O Blog Flávia Pires segue acompanhando o caso e trará novas informações sobre as articulações regionais e os impactos desse escândalo no tabuleiro político local.
