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Atenção:Itaperuna clama por sinalização eficiente enquanto acidentes se multiplicam nas ruas

Itaperuna 08 de julho de 2025

Itaperuna clama por sinalização eficiente enquanto acidentes se multiplicam nas ruas

A cidade de Itaperuna enfrenta um grave problema de mobilidade urbana: a quase total ausência de sinalização adequada em suas vias públicas. O que deveria ser básico em qualquer município se transformou em um problema crônico que ameaça diariamente a vida de pedestres, motoristas e motociclistas. Lombadas construídas sem qualquer critério técnico, faixas de pedestres apagadas, placas de advertência ausentes e um número crescente de acidentes revelam um cenário preocupante, que exige resposta urgente por parte do poder público.

A sinalização viária, quando planejada e executada corretamente, atua de forma preventiva. Ela não apenas organiza o trânsito, mas salva vidas. No entanto, em Itaperuna, as intervenções são frequentemente improvisadas. Quebra-molas são instalados sem respeitar a Resolução nº 600/2016 do Conselho Nacional de Trânsito (Contran), que estabelece as dimensões corretas, a necessidade de estudo técnico prévio e a obrigatoriedade de placas e marcações horizontais refletivas. Fora desses parâmetros, esses redutores, ao invés de prevenir acidentes, podem provocá-los, além de danificarem veículos e exporem o município a ações judiciais por irregularidade.

A situação se agrava com a ausência de faixas de pedestres visíveis e de campanhas de educação para travessia segura. Em locais de grande circulação, como áreas escolares, unidades de saúde e centros comerciais, essa falha representa um risco constante. Não se trata apenas de falta de tinta no asfalto, mas de ausência de política pública voltada para a segurança viária.

Outro ponto negligenciado é a fiscalização. A atuação da Guarda Municipal é praticamente invisível no controle do tráfego. O resultado é um trânsito desorganizado, onde motociclistas frequentemente circulam sem habilitação e sem respeito às leis. A ausência de blitz, de câmeras de monitoramento e de presença efetiva dos órgãos de segurança abre espaço para imprudências e infrações que contribuem para o caos instalado.

Enquanto outras cidades investem em tachões refletivos, taxinhas luminosas, placas visíveis e reordenamento do fluxo, Itaperuna segue na contramão, apostando na improvisação. A falta de empresas especializadas na execução da sinalização e de engenheiros de tráfego que avaliem tecnicamente cada intervenção tem perpetuado um modelo ultrapassado e perigoso.

A Rua General Osório é apenas um dos muitos exemplos onde os riscos são evidentes. A denúncia sobre acidentes e atropelamentos recorrentes já chegou à Câmara Municipal, mas, até o momento, nenhuma medida estruturante foi adotada. Em bairros como Cidade Nova, Niterói e Vinhosa, a realidade é a mesma: vias movimentadas, sem qualquer controle de velocidade ou orientação adequada.

Itaperuna precisa, com urgência, sair do improviso e adotar medidas que estejam dentro da legalidade e das normas técnicas. Sinalização não é luxo, é investimento em segurança, em organização e em respeito à vida. O município deve planejar e executar uma reestruturação completa da sua malha viária, com base técnica, fiscalização ativa e políticas públicas de educação no trânsito. A população não pode mais esperar. A cidade precisa ser pensada para proteger, e não para punir com o silêncio das omissões.

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