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Prefeitura de Itaperuna age para salvar vidas enquanto ex-prefeito demonstra desconhecimento sobre sistema de saúde complementar

Itaperuna 28 de junho de 2025

Em um momento de alta pressão sobre o sistema público de saúde, com o avanço das doenças respiratórias e a superlotação das unidades de urgência, a Prefeitura de Itaperuna adotou uma medida emergencial, responsável e absolutamente legal: contratar leitos na rede privada por meio do Consórcio Público de Saúde CISNOVO.

A decisão foi tomada com base técnica e planejamento, sob a liderança do prefeito Nel (Emanuel Medeiros), do vice-prefeito Jair Neto e do secretário municipal de Saúde, Sávio Saboia, profissional experiente que já atuou como secretário em outros municípios e tem histórico na implantação desse modelo de saúde complementar.

No entanto, a iniciativa — que tem salvado vidas — foi alvo de críticas do ex-prefeito Marcus Vinícius , que gravou um vídeo se dizendo “espantado” com a medida, questionando sua legalidade e até mesmo sua viabilidade.

A declaração causou estranhamento entre profissionais da área e especialistas em gestão pública, já que o uso da rede privada como apoio ao SUS é prática reconhecida, legal, regulamentada e utilizada amplamente em cidades como Campos dos Goytacazes, São João da Barra, Rio de Janeiro e até São Paulo.

Chama atenção o desconhecimento sobre um instrumento amplamente utilizado na gestão pública de saúde, previsto em lei e adotado em grandes cidades do país”, observou um especialista em políticas públicas ouvido pelo blog.

Ação estruturada e em funcionamento

O que está em prática em Itaperuna desde abril é um modelo de saúde complementar, baseado em chamada pública para credenciamento de hospitais da rede privada com valores tabelados e critérios médicos rigorosos. A contratação é feita via CISNOVO, consórcio público que reúne municípios da região para fortalecer a assistência hospitalar.

📍Neste sábado (28), sete pacientes graves foram indicados pela equipe médica da UPA e do Pronto-Socorro Municipal para transferência. Cinco deles foram transferidos com sucesso para hospitais privados credenciados no mesmo dia. Todos os casos envolviam doenças de média e alta complexidade — como pneumonia, fraturas, síndromes neurológicas e cirurgias de urgência.

A definição dos pacientes a serem transferidos é feita por profissionais de saúde, com base em protocolos médicos e avaliação do risco de agravamento, conduzida pelos Núcleos Internos de Regulação (NIRs). Ou seja, não há privilégio, não há indicação política. Há critério técnico e compromisso com a vida.

O secretário Sávio Saboia ressaltou que o sistema é monitorado diariamente:

“Às 8h da manhã, já tínhamos uma lista de pacientes classificados como prioritários. Aqueles que não podem esperar por uma vaga na regulação estadual. É assim que funciona. Com equipe, com rede organizada e com gestão.”

Fila do SUS parada e pressão nas emergências

Segundo a Secretaria de Saúde, mais de 55 pacientes aguardam atualmente na fila da regulação estadual por leitos de UTI, clínicos e pediátricos. A fila não anda e o município, sozinho, não pode intervir diretamente na liberação desses leitos.

É nesse cenário que a rede privada credenciada se torna uma válvula de escape eficiente — usada legalmente, de forma complementar ao SUS, para garantir atendimento imediato à população.

Além disso, a Prefeitura já organiza novos editais, como o de cirurgias ortopédicas eletivas, para zerar filas históricas e reduzir o sofrimento de quem aguarda há anos por procedimentos.

Gestão responsável e foco em vidas

Enquanto o ex-prefeito tenta politizar uma ação técnica e necessária, a atual gestão mostra capacidade de planejamento e foco no que realmente importa: as pessoas.

Com o apoio do prefeito Nel e do vice Jair Neto, a Secretaria de Saúde atua com firmeza, preparando o município para enfrentar crises com dignidade, respeito e compromisso com a vida.

Blog Flávia Pires – Informação com responsabilidade.

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