Entre o cuidado e o lucro: o que está em jogo quando você escolhe um tratamento estético
Itaperuna 27 de junho de 2025
Por Flávia Pires
Chega uma fase da vida — especialmente depois dos 35 anos — em que a gente começa a perceber pequenas mudanças no rosto, no corpo, na pele. E tudo isso mexe com a autoestima. A verdade é que cuidar da aparência não é futilidade, é autocuidado.
Só que hoje, com tantas opções e tantos profissionais nas redes sociais, surge a pergunta:
Quem realmente está preocupado com o seu resultado — e quem só quer vender?
Procedimento estético é vaidade? Não. É prevenção e saúde também.
Vamos falar de um exemplo clássico: o Botox.
Muita gente ainda acha que é só pra “quem quer apagar rugas”. Mas não é. O Botox é um tratamento preventivo — ajuda a evitar marcas profundas, melhora dores de cabeça tensionais, bruxismo e até questões funcionais da face.
Assim como ele, muitos procedimentos estéticos são ferramentas de bem-estar e saúde, desde que bem aplicados.
O problema é que o mercado virou uma vitrine.
Todo dia aparece um novo “combo da beleza”, um novo “protocolo milagroso”. Os preços são altos — e, muitas vezes, desproporcionais à realidade das mulheres brasileiras.
A estética virou comércio — e quem paga o preço é você
Nos últimos anos, o número de profissionais oferecendo tratamentos estéticos explodiu. E não estamos aqui para desmerecer ninguém — pelo contrário.
Hoje, atuam nessa área:
- Médicos dermatologistas e cirurgiões plásticos;
- Dentistas, com habilitação em harmonização orofacial;
- Biomédicos e farmacêuticos estetas, com excelente formação técnica;
- Fisioterapeutas dermatofuncionais, focados em reabilitação e estética;
- Esteticistas, especialistas em cuidados não invasivos.
Há profissionais excepcionais em todas essas áreas.
Mas há também os que enxergam a mulher como oportunidade de lucro — não como paciente.
O resultado? Procedimentos superfaturados, produtos de baixa qualidade, promessas sem fundamento, e uma mulherada frustrada.
Nem tudo o que brilha no Instagram é seguro
A estética foi dominada pelas redes sociais. Vídeos de antes e depois, sorrisos perfeitos, rostos milimetricamente preenchidos — tudo parece mágico. Mas a vida real não tem filtro.
Procure saber quem está por trás daquela imagem.
A profissional estudou? É habilitada? Usa produtos de qualidade? Tem registro nos conselhos da sua área? Explica o que vai fazer? Cobra de forma justa?
Mais do que um bom vídeo, a gente precisa de gente comprometida com resultado real, com segurança e com respeito.
Ainda dá pra se cuidar com preço justo — se você souber onde procurar
Apesar de tudo isso, a boa notícia é que ainda existem profissionais sérias e honestas. Profissionais que têm amor ao que fazem, que dominam as técnicas e não colocam o lucro acima da paciente.
Um chamado às mulheres: valorizem-se, mas com consciência
Se você está aí pensando em se cuidar, seja com botox, bioestimuladores, enzimas ou qualquer outro tratamento: vai em frente. Você merece!
Mas não entre na onda da estética como comércio.
Cuidar da autoestima é investimento, não mercadoria.
E, acima de tudo:
- Não precisa ter muito dinheiro pra se cuidar bem.
- Precisa ter discernimento.
- Precisa saber que você vale mais do que um “combo promocional” mal explicado.
Aqui no blog, o nosso compromisso é com a informação verdadeira, com a mulher real, que trabalha, que se divide em mil e que ainda quer — e pode — se olhar no espelho com amor.
Compartilha com outras mulheres. Indica profissionais honestas. Tira dúvidas.
E lembra: sua beleza começa no cuidado. Mas o cuidado começa na escolha.
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Publicado no Blog Flávia Pires
Jornalismo com voz de mulher para mulheres com voz.
