Da Série Catando os cacos
Itaperuna 01 de março de 2025
O discurso da renovação sempre foi um chamariz poderoso na política. Em tempos de disputa, promessas de mudança soam como música para os ouvidos de um eleitorado cansado das velhas práticas. Mas e quando a retórica não acompanha a realidade?
Nos bastidores, observa-se um curioso movimento. Aqueles que outrora eram apontados como símbolos do atraso agora ressurgem, ocupando espaço ao lado de quem defendia um novo caminho. Fotos circulam, encontros são promovidos, e o que parecia ter sido descartado volta a ser parte do jogo. O que antes era chamado de “política ultrapassada” agora se mistura às estratégias de campanha, num verdadeiro resgate do que parecia estar superado.
Fica a pergunta: trata-se de uma guinada estratégica ou de um inevitável ajuste de rota? Afinal, os cenários mudam, e quem antes condenava certas práticas agora parece aceitá-las com naturalidade. No fim das contas, talvez seja apenas mais um episódio da velha política, onde os cacos de discursos quebrados são recolhidos e reorganizados conforme a conveniência do momento.
O preço da liberdade é a eterna vigilância