Março: o mês das mulheres que não se calam, não se curvam e não desistem
Itaperuna 01 de março de 2026
Março começa.
E com ele, não apenas um novo mês — mas um símbolo.
O mês das mulheres não é sobre flores. É sobre força.
Não é sobre discursos prontos. É sobre voz.
Não é sobre homenagem vazia. É sobre espaço, respeito e decisão.
Nós, mulheres, sabemos o que é carregar o peso da responsabilidade dobrada.
Sabemos o que é trabalhar, cuidar, lutar, ouvir, resolver e ainda assim sermos julgadas.
Na política, então, o desafio é maior.
A mulher que opina é “intensa”.
A que questiona é “inconveniente”.
A que ocupa espaço é vista como ameaça.
Mas a verdade é uma só:
a política precisa da sensibilidade, da firmeza e da visão prática da mulher.
Precisa da mulher que entende o posto de saúde lotado.
Que sabe o que é depender de transporte público.
Que sente na pele o medo da insegurança.
Que administra a casa, o orçamento e ainda acompanha a vida pública da cidade.
Março não é apenas o mês de celebrar mulheres.
É o mês de refletir sobre representatividade.
Quantas mulheres ocupam espaços de decisão no nosso município?
Quantas participam das escolhas que impactam diretamente as famílias?
Não se trata de dividir homens e mulheres.
Trata-se de somar forças.
De garantir que a voz feminina esteja onde as decisões são tomadas.
Eu, como mulher, comunicadora e observadora atenta da política, sei que ainda há muito a avançar.
Mas também sei que toda transformação começa com posicionamento.
Março é mês de lembrar que mulher não é coadjuvante.
É protagonista da própria história.
E quando uma mulher decide ocupar espaço com responsabilidade, preparo e coragem,
ela não faz isso apenas por si.
Ela abre caminho para muitas outras.
Que este mês seja de consciência, de debate e de construção.
Porque mulher não quer privilégio.
Quer respeito.
Quer oportunidade.
Quer voz.
E voz, quando é firme e verdadeira, ninguém cala.
