Endometriose: doença que causa dor intensa ainda é pouco diagnosticada entre mulheres
Itaperuna 08 de fevereiro de 2026
A endometriose é uma doença que afeta milhões de mulheres em todo o mundo e, apesar de cada vez mais discutida, ainda é cercada de desinformação e diagnósticos tardios. Para ampliar o debate sobre o tema e levar informação de qualidade à população, o Blog Flávia Pires conversou com o médico Dr. Rodrigo Amil, reconhecido profissional da área cirúrgica e com ampla experiência em procedimentos de alta complexidade, incluindo transplantes.
Durante a entrevista, o especialista explicou de forma clara o que é a endometriose, uma condição em que um tecido semelhante ao endométrio — camada que reveste o interior do útero — passa a crescer fora da cavidade uterina. Esse tecido pode atingir órgãos como ovários, intestino e bexiga, provocando dor intensa e outros sintomas que impactam diretamente a qualidade de vida da mulher.
Segundo o médico, um dos maiores desafios no enfrentamento da doença é justamente o tempo que muitas mulheres levam para obter o diagnóstico correto. Em muitos casos, pacientes passam anos acreditando que a dor intensa durante o período menstrual é algo normal.
Entre os principais sintomas da endometriose estão cólicas incapacitantes, dor durante a relação sexual, desconforto ao evacuar ou urinar durante o período menstrual e, em alguns casos, dificuldades para engravidar.
Dr. Rodrigo Amil destacou ainda a importância do diagnóstico precoce e do acompanhamento médico adequado. Dependendo da gravidade do caso, o tratamento pode envolver acompanhamento clínico, uso de medicamentos ou procedimentos cirúrgicos.
Além dos aspectos físicos, a doença também pode trazer impactos emocionais importantes, especialmente quando a paciente convive por muito tempo com dor sem diagnóstico ou com sua condição minimizada.
Para o especialista, ampliar a informação e incentivar as mulheres a procurarem avaliação médica ao perceberem sintomas fora do padrão é fundamental para melhorar a qualidade de vida e evitar complicações.
A entrevista completa com o Dr. Rodrigo Amil já está disponível!
