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24 de fevereiro: A conquista do voto feminino no Brasil e o peso histórico da participação da mulher na política

Itaperuna 26 de fevereiro de 2026

No dia 24 de fevereiro o Brasil celebra uma das maiores conquistas da história democrática do país: o direito ao voto feminino.

A data remete à promulgação do Código Eleitoral de 1932, durante o governo de Getúlio Vargas, quando as mulheres brasileiras conquistaram oficialmente o direito de votar e serem votadas. Décadas depois, em 2015, a Lei nº 13.086 instituiu oficialmente o Dia da Conquista do Voto Feminino no calendário nacional.

Mas essa conquista não foi um presente. Foi resultado de mobilização, coragem e enfrentamento.

Mulheres como Bertha Lutz lideraram movimentos que questionavam uma estrutura política que simplesmente ignorava metade da população. Em uma sociedade onde o papel feminino era restrito ao ambiente doméstico, lutar por voz política era um ato revolucionário.

O voto como instrumento de transformação

O voto feminino não representa apenas o direito de apertar um botão na urna eletrônica. Ele simboliza autonomia, cidadania e responsabilidade.

Em um ano eleitoral, essa reflexão ganha ainda mais força. Cada escolha feita nas urnas carrega valores, prioridades e visões de futuro. A participação feminina na política — seja como eleitora, candidata ou formadora de opinião — altera o rumo de debates sobre saúde, educação, segurança, economia e direitos sociais.

Hoje, as mulheres são maioria no eleitorado brasileiro. Ainda assim, continuam sub-representadas nos cargos de poder. A luta agora não é mais apenas pelo direito ao voto, mas por maior representatividade nas decisões.

Uma conquista que exige vigilância

Direitos conquistados não são permanentes por natureza. Eles precisam ser defendidos, fortalecidos e exercidos.

Celebrar o 24 de fevereiro é lembrar que democracia se constrói com participação. E que a mulher brasileira, que já enfrentou o silêncio imposto por uma estrutura excludente, hoje é protagonista do debate público.

O voto feminino é mais do que história. É presente. E é responsabilidade.

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