SAÚDE DA MULHER: Novo medicamento não hormonal para menopausa é aprovado nos EUA; quando chega ao Brasil?
Itaperuna 07 de janeiro de 2025
A FDA (Food and Drug Administration), agência reguladora de medicamentos dos Estados Unidos, aprovou recentemente o elinzanetant, um medicamento não hormonal indicado para o tratamento dos principais sintomas da menopausa, como ondas de calor intensas e suores noturnos.
Desenvolvido pela farmacêutica Bayer, o medicamento surge como uma alternativa importante para mulheres que não podem ou não desejam fazer terapia hormonal, seja por contraindicações médicas ou por escolha pessoal.
Segundo dados divulgados pela empresa e por veículos especializados em saúde, o elinzanetant foi testado em ensaios clínicos internacionais com mulheres entre 40 e 65 anos. Os estudos apontaram uma redução rápida e significativa tanto na frequência quanto na intensidade das ondas de calor, com melhora perceptível já na primeira semana de uso.
Além disso, após cerca de 12 semanas, as participantes relataram avanços no sono, no humor e na qualidade de vida geral. O medicamento é administrado uma vez ao dia, o que facilita a adesão ao tratamento.
De acordo com os dados apresentados à FDA, os efeitos colaterais foram considerados leves, sendo os mais comuns dor de cabeça e fadiga. Não houve registro de eventos adversos graves durante os testes, o que reforçou a avaliação positiva para a aprovação.
Quando o medicamento chega ao Brasil?
Apesar da aprovação nos Estados Unidos, o elinzanetant ainda não está disponível no Brasil. Para que isso aconteça, o medicamento precisa passar pelo processo de análise e aprovação da Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária).
Até o momento, não há confirmação oficial de que o pedido de registro já tenha sido protocolado no país. Especialistas explicam que, após a aprovação em mercados como EUA e Europa, o processo brasileiro pode levar meses ou até mais de um ano, dependendo da prioridade e da documentação apresentada.
A aprovação do elinzanetant é considerada um avanço importante na saúde da mulher, especialmente para aquelas que convivem com sintomas intensos da menopausa por longos períodos e, muitas vezes, sem tratamento adequado.
O novo medicamento amplia as opções terapêuticas e reforça a importância de tratamentos personalizados, respeitando as necessidades e condições individuais de cada paciente.
Enquanto o medicamento não chega ao Brasil, especialistas recomendam que mulheres com sintomas da menopausa busquem orientação médica para avaliar as alternativas já disponíveis no país.
