VEXATÓRIO:Cláudia Boechat, presidente do PL Mulher, remove vereadora do próprio partido e a jornalista Flávia Pires de grupo político em Itaperuna
Itaperuna 27 de novembro de 2025
O clima esquentou dentro do Partido Liberal (PL) em Itaperuna. A presidente do PL Mulher, Cláudia Boechat, protagonizou um episódio que vem sendo amplamente comentado nos bastidores da política local: removeu de forma arbitrária e sem justificativa a vereadora do próprio partido e a jornalista Flávia Pires do grupo oficial do PL Mulher no WhatsApp.
O ato, visto por muitos como autoritário, prepotente e desrespeitoso, gerou indignação entre filiadas e lideranças do PL. O grupo, que nasceu com a proposta de fortalecer o protagonismo feminino e unir mulheres na política, acabou se tornando palco de exclusões e atitudes típicas de quem confunde liderança com poder pessoal.
Nos bastidores, a ação foi interpretada como um movimento de perseguição e censura, especialmente por atingir duas mulheres com papéis públicos relevantes: uma vereadora do próprio PL, legitimamente eleita, e uma jornalista reconhecida por sua atuação independente e coerente, que há anos dá voz à sociedade itaperunense por meio de seu blog e canais de comunicação.
Aliados e observadores políticos apontam que a postura autoritária de Cláudia Boechat não é novidade. Quando esteve à frente da Secretaria Municipal de Educação, a presidente do PL Mulher não conseguiu permanecer nem três meses no cargo, justamente por seu comportamento centralizador e inflexível. Agora, ao repetir a mesma conduta dentro do partido, Cláudia volta a expor seu despreparo para o diálogo e a convivência democrática.
A exclusão da vereadora — uma representante legítima do PL na Câmara Municipal — e da jornalista Flávia Pires, figura pública conhecida por defender a pluralidade e o debate aberto, evidencia a contradição de um grupo que se diz defensor das mulheres, mas que expulsa justamente as que pensam por si mesmas.
Com serenidade, mas firmeza, Flávia Pires reagiu:
“A política precisa de diálogo, não de exclusões arbitrárias. Quem tem medo de ouvir o contraditório, não está preparado para liderar.”
O episódio deixou claro que o PL Mulher de Itaperuna vive uma crise de representatividade, marcada por decisões autoritárias e distanciamento dos reais valores que o partido deveria defender.
O Blog Flávia Pires aguarda manifestação oficial do diretório municipal do PL sobre o caso, que já repercute intensamente entre militantes, simpatizantes e lideranças regionais do partido.
