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Urgência da Anistia: como votaram os deputados federais do Rio de Janeiro

Itaperuna 18 de setembro de 2025

A votação do requerimento de urgência do Projeto de Lei 2.162/2023, que trata da chamada “anistia” a envolvidos nos supostos “atos antidemocráticos de 8 de janeiro”, expôs a divisão da bancada do Rio de Janeiro na Câmara dos Deputados. O pedido de urgência foi aprovado em plenário, e agora o texto deve tramitar em regime acelerado.

O placar do Rio de Janeiro

Dos parlamentares fluminenses, 28 votaram a favor da urgência, enquanto 17 se posicionaram contra. O resultado mostra não apenas as linhas partidárias tradicionais, mas também dissidências dentro das próprias siglas.

Quem votou a favor:

  • Altineu Côrtes (PL)
  • Bebeto (PP)
  • Caio Vianna (PSD)
  • Carlos Jordy (PL)
  • Chris Tonietto (PL)
  • Dani Cunha (União)
  • Delegado Ramagem (PL)
  • Doutor Luizinho (PP)
  • General Pazuello (PL)
  • Gutemberg Reis (MDB)
  • Helio Lopes (PL)
  • Hugo Leal (PSD)
  • Jorge Braz (Republicanos)
  • Juninho do Pneu (União)
  • Julio Lopes (PP)
  • Luiz Antônio Corrêa (PP)
  • Luiz Lima (NOVO)
  • Luis Carlos Gomes (Republicanos)
  • Marcelo Crivella (Republicanos)
  • Marcos Soares (União)
  • Murillo Gouvea (União)
  • Otoni de Paula (MDB)
  • Ricardo Abrão (União)
  • Roberto Monteiro (PL)
  • Soraya Santos (PL)
  • Sargento Portugal (Podemos)
  • Sóstenes Cavalcante (PL)
  • Luciano Vieira (Republicanos)

Quem votou contra:

  • Bandeira de Mello (PSB)
  • Benedita da Silva (PT)
  • Chico Alencar (PSOL)
  • Dimas Gadelha (PT)
  • Enfermeira Rejane (PCdoB)
  • Glauber Braga (PSOL)
  • Jandira Feghali (PCdoB)
  • Laura Carneiro (PSD)
  • Lindbergh Farias (PT)
  • Marcos Tavares (PDT)
  • Max Lemos (PDT)
  • Pastor Henrique Vieira (PSOL)
  • Pedro Paulo (PSD)
  • Reimont (PT)
  • Talíria Petrone (PSOL)
  • Tarcísio Motta (PSOL)
  • Daniela do Waguinho (União)

Análise política:

A divisão deixa claro o peso da polarização: de um lado, parlamentares alinhados à oposição ao governo federal defenderam a urgência, sob o argumento de dar “celeridade” ao debate da anistia. Do outro, deputados ligados a partidos progressistas e ao campo governista votaram contra, ressaltando que a medida pode abrir caminho para impunidade em relação aos atos de 8 de janeiro.

Além da disputa ideológica, o resultado também mostra nuances regionais. Deputados com forte base eleitoral em setores conservadores, como os bolsonaristas, reforçaram o apoio à urgência. Já parlamentares ligados à esquerda e centro-esquerda mantiveram posição contrária, defendendo que qualquer discussão sobre anistia deve ser feita com cautela e amplo debate na sociedade.

O que vem pela frente?

Com a urgência aprovada, o PL da Anistia poderá ser votado diretamente em plenário, sem precisar passar por todas as comissões. O movimento promete inflamar ainda mais o ambiente político em Brasília e deve repercutir fortemente nas bases eleitorais do Rio de Janeiro, que estarão atentas à atuação de seus representantes.



Independentemente do posicionamento político, a discussão da anistia traz à tona a necessidade de olhar com humanidade para idosos, famílias enlutadas e cidadãos que já pagam com a vida e com a saúde por um episódio que, para muitos, foi a expressão de um ato de manifestação — e não um golpe.”

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