Quando o Trono é Imaginário
Itaperuna 24 de setembro de 2025
Na vida pública, é comum vermos personagens que atravessam diferentes gestões e se mantêm em posições de destaque. Muitos, quando alçados a cargos estratégicos, revelam não apenas sua capacidade de articulação, mas também traços de comportamento que marcam sua trajetória.
Há aqueles que, ao invés de construírem pontes, preferem impor barreiras. Ao invés de cultivarem diálogo, preferem vestir a armadura da autoridade. Assim, de governo em governo, carregam a mesma postura rígida, como se o tempo não tivesse ensinado a importância da humildade e da escuta.
Hoje, ainda em posição de liderança, o personagem em questão parece repetir velhos hábitos: postura altiva, convicção de que ocupa um trono, como se fosse dono absoluto da razão e do espaço público. Mas a história mostra que cargos são passageiros; o que fica é a memória que as pessoas guardam do modo como foram tratadas.
No fim, não é o título do cargo que engrandece um homem, mas a forma como ele se porta diante dos outros. A grandeza está em saber dialogar, respeitar e construir, e não em se achar “rei da cocada preta”.
- Reflexão – Vozes da Política
*Foto de capa meramente ilustrativa
