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PF investiga presidente do União Brasil em esquema da Operação Carbono Oculto

Itaperuna 17 de setembro de 2025

O presidente nacional do União Brasil, o advogado Antônio Rueda, virou alvo da Polícia Federal (PF) nas investigações da Operação Carbono Oculto, que apura a infiltração da facção criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC) em setores estratégicos da economia, como combustíveis e mercado financeiro.

Antônio Rueda – presidente do União Brasil

De acordo com informações do portal Metrópoles, a PF apura se Rueda seria proprietário oculto de aeronaves de luxo, registradas em nome de terceiros e fundos de investimento, mas que estariam sob seu controle. As aeronaves investigadas são operadas pela Táxi Aéreo Piracicaba (TAP), empresa que já teria sido utilizada por nomes diretamente ligados ao esquema, como Roberto Augusto Leme da Silva, o “Beto Louco”, e Mohamad Hussein Mourad, o “Primo”, dono da refinaria Copape.

Aviões milionários sob suspeita

Entre os aviões, está o Cessna 560XL, avaliado entre US$ 2,4 milhões e US$ 3,6 milhões (mais de R$ 12 milhões). Com capacidade para 12 pessoas, incluindo 10 passageiros, o jato tem autonomia de quase 4 mil quilômetros.

A aeronave aparece em nome da Magik Aviation, que é ligada à empresa Bariloche Participações S.A.. Esta, por sua vez, é controlada por empresários do setor de mineração que também já foram investigados em outra operação da PF, a Operação Sisamnes, sobre venda de sentenças no STJ.

Além desse jato, a PF investiga outros modelos atribuídos a Rueda: um Cessna 525A, um Raytheon R390 e um Gulfstream G200.

Fundos “caixa-preta”

As empresas envolvidas teriam ligação com fundos de investimento como o Bariloche FIP e o Viena, administrado pela Genial Investimentos, uma das maiores gestoras do país. Esses fundos já foram classificados como “caixa-preta”, pois não entregaram documentos necessários para auditorias independentes — o que levanta suspeitas de ocultação de patrimônio.

A Operação Carbono Oculto

Deflagrada em agosto de 2025 pelo Ministério Público de São Paulo (MPSP), em conjunto com a PF e a Receita Federal, a Operação Carbono Oculto revelou que o PCC teria se infiltrado em toda a cadeia de combustíveis, movimentando mais de R$ 50 bilhões entre 2020 e 2024.

O esquema envolveria desde a importação da matéria-prima até a venda em postos de combustíveis, utilizando fundos de investimento e fintechs para lavar dinheiro e dar aparência de legalidade ao capital ilícito.

Até o momento, Rueda não se manifestou oficialmente sobre a investigação.

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