Adolescente de 13 anos mata avó e tenta matar o avô após ser proibido de usar o celular no Paraná
Itaperuna 01 de junho de 2025
Crime bárbaro no Paraná levanta novo alerta sobre comportamento extremo entre adolescentes — caso lembra tragédia recente ocorrida em Itaperuna (RJ)
Um adolescente de apenas 13 anos foi apreendido após assassinar a avó e balear o avô na tarde da última sexta-feira (27), na zona rural de Francisco Beltrão, no sudoeste do Paraná. Segundo a Polícia Civil, o ataque aconteceu logo após os avós proibirem o menino de usar o celular, decisão que teria gerado uma reação extremamente violenta.
De acordo com o delegado Ricardo Moraes, o adolescente morava com os avós desde os sete anos de idade. Revoltado com a proibição, ele arrombou um baú onde estava guardado um revólver calibre 357 — registrado em nome de um tio — e seguiu até o quarto onde o avô descansava. O primeiro disparo atingiu o idoso pelas costas.
Em seguida, o garoto efetuou cinco tiros contra a avó, atingindo seu peito e braços. A mulher morreu ainda no local.
Mesmo ferido, o avô conseguiu reagir, lutou com o neto e tomou a arma de suas mãos. O idoso foi socorrido em estado estável.
Após o crime, o adolescente fugiu para uma área de mata e foi localizado no início da noite, por volta das 18h45, escondido à margem de um milharal. Ele foi levado para a 19ª Subdivisão Policial de Francisco Beltrão, onde ficou apreendido. O caso já foi encaminhado ao Ministério Público e à Justiça.
Segundo a investigação, o adolescente irá responder por atos infracionais equivalentes a homicídio qualificado (contra a avó) e tentativa de homicídio (contra o avô). A motivação principal, conforme relatado pela polícia, seria o uso indevido do celular: o garoto estaria acessando conteúdos impróprios para sua idade e teve o aparelho confiscado pelos avós.
Casos extremos em sequência
O caso em Francisco Beltrão acontece poucos dias após outro crime que chocou o Brasil: em Itaperuna (RJ), um adolescente de 14 anos confessou ter matado o pai, a mãe e o irmão de apenas 3 anos. O motivo? Segundo a polícia, a família não aceitava seu relacionamento virtual com uma adolescente do Mato Grosso.
Ambos os crimes envolvem adolescentes, violência extrema e conflitos familiares desencadeados por decisões cotidianas. A semelhança entre os casos reacende o debate sobre os limites da autoridade familiar, os efeitos do uso descontrolado da tecnologia, o acesso a armas de fogo e os sinais de alerta negligenciados.
Especialistas em saúde mental e educação vêm reforçando a necessidade de diálogo, acompanhamento psicológico e limites claros dentro de casa — sem abrir mão da escuta ativa e do apoio emocional. A tragédia de Francisco Beltrão, assim como a de Itaperuna, expõe feridas profundas de uma geração cada vez mais conectada e, ao mesmo tempo, mais isola.
HOJE ÀS 20h através do Instagram do blog Flávia Pires acontecerá uma grande Live com a médica Neuropsiquiatra Gésika Amorim e com a Neuropsicóloga Mariana Ramos, Se inscreva no link abaixo e participe!
https://www.instagram.com/blogflaviapires?igsh=N2F2aTBrZDQxZ3dy&utm_source=qr
*Foto de capa meramente ilustrativa
Fonte: Folha do Estado
